sábado, novembro 05, 2005

Não gostava dela, não de cara, ficou por que era bonita mesmo, mas interesse de fato, apesar do que disse pra ela, não existia, não além da fronteira física. Talvez fosse seu instinto lhe dizendo que isso naum acabaria bem, como de fato não acabou. Mas deixou-se seduzir por seu jeito de menina decidida, sua inteligência e gosto refinado. Ela gostava de poesia e jazz, além de fazer Yoga e frequentar centros espíritas a despeito de sua família ser extremamente católica. Era uma produção do séc.XXI, independente e segura, uma quebradora de corações. Não fora o primeiro, sabia disso. Deixava-os apaixonados e perdidos, sem saber qual lugar que possuiam na vida, para então deixá-los, assim, como se fossem algo descartável, sem dó nem piedade, uma atitude tão tipicamente masculina que tomada por uma mulher mais se assemelhava à uma vingança em nome de seu sexo. E assim como começou, por iniciativa dela, terminou...

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