segunda-feira, novembro 07, 2005
Definitivamente não era uma menina que se achava todo dia. Não possuía só beleza, falava com entusiasmo de tudo, e falava pelos cotovelos, que compensava com sobras as poucas palavras e a natureza contemplativa dele... Enfim, havia a dita cuja química, gostava de seu cheiro, de seu beijo... Mas tinha um porém (tudo sempre tem que ter um porém). Se sentia o mais novo na relação, apesar da mesma idade havia um abismo entre eles, pela primeira vez em sua vida era um menino véio, um garoto. Racionalmente entendia com humildade sua posição (e aprendeu muito), mas subjetivamente sua defesa foi agir do jeito que agiu e foi assim que a perdeu. A partir de um certo momento já não era mais a mesma coisa, os olhares jah eram outros, a entoação de sua voz não demonstrava a mesma ânsia (pelo outro), a mesma insegurança (do medo de errar). Por um tempo naum foi nada demais pra ele, afinal de contas outras viriam, mas tal qual um idiota masoquista, qto mais o fim se aproximava, percebia que realmente gostava dela. Um dia de tédio sem ela foi um martírio (qq um ainda é). Mas talvez seja tarde...