terça-feira, setembro 27, 2005
Desencanto (Manuel Bandeira)
Eu faço versos como quem chora
de desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto
Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nesses versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca
-Eu faço versos como quem morre.
de desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto
Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nesses versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca
-Eu faço versos como quem morre.