terça-feira, novembro 22, 2005
It goes on and on and on...
Começaram a conversar por iniciativa dela e ele começou mais uma daquelas conversas de quem quer passar a idéia de que estava muito bem, apesar do recente pé-na-bunda e do coração quebrado. Ele já havia programado essa conversa muito antes do encontro, sabia linha, por linha, é claro que se fosse uma conversa sincera ele não precisaria decorar nada, mas o que importava era que ela pensasse que ele estava muito bem, quem sabe até ficasse com um pouco de ciúmes, aquela história de "não dar esse gostinho" pra ela. O problema é que qdo se está bebo pode ser muito difícil seguir o que se havia programado antes. E ele estava muuuuuuuuuito bebo, num grau de 0 à 10, sendo 10 o grau em que a pessoa boda, pode-se dizer que ele estava chegando no nove. Estava difícil se lembrar de qq coisa que queria falar antes e que não fosse espontânea no momento. Então por volta da segunda frase do seu programado discurso de pé-na-bunda-bem-resolvido ele gaguejou e mudou completamente o rumo da conversa e subitamente pediu pra ela voltar pra ele! E disse tudo que queria dizer e nunca disse, o que estava guardado já há algum tempo, enquanto ela ouvia tudo passivamente. E não foi bem um monólogo, mas, bem, foi qse isso. A conversa durou cinco minutos no tempo dos bebos e uns trinta no dos sóbrios (o pior é que ela estava sóbria). Ela deve ter achado meio inconveniente o fato daquele bebo ser tão prolixo, mas ele não se importa, não mais, pois agora se sente leve, se sente bem e dessa vez não é história de quem quer passar por fodão. Ele falou o que devia ser dito!
"It goes on and on and on, oh my darling!" (The Thrills - The Irish Keep Gate Crashing)
"It goes on and on and on, oh my darling!" (The Thrills - The Irish Keep Gate Crashing)
